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Vipers vencem Brest e sagram-se campeãs europeias

Vipers vencem Brest e sagram-se campeãs europeias

17h em Portugal e 18h em Budapeste, onde o jogo teve lugar: foi a esta hora que se encontraram as duas melhores equipas femininas da Europa de 2021, contra algumas expectativas (pelo menos da parte do Brest que não era favorito), num jogo emocionante mas, ao mesmo tempo, previsível, ou não estivessem em causa os 1º e 2º lugares desta final. Foram as norueguesas do Vipers Kristiansand que levaram para casa o troféu, depois de um jogo onde se destacou a formação de Ole Gustav Gjekstad, com oscilações mais permanentes no marcador durante a primeira parte pelas homónimas do Brest Bretagne Handball, mas com as norueguesas a dominarem quase toda a partida, evidente na vitória de 34-28.

O Vipers foi a primeira equipa a entrar em campo, liderada pela sua guarda-redes de 41 anos (uma impressionante experiência que foi preponderante para o jogo). O Brest entrou de seguida, e foi a primeira equipa francesa a marcar presença numa final deste calibre. Da terceira divisão de há uns anos (recentes) para as melhores da Europa, têm crescido aos olhos de todos os amantes da modalidade, aos comandos de Laurent Bezeau.

Primeira parte

A bola começou do lado da Noruega, com uma jogada muito bem executada de pivot que lhes valeu o 1º golo, seguida por uma vantagem de 2 golos depois de uma bola perdida no ataque francês e um contra-ataque perigoso e eficaz. O primeiro golo do Brest, quase aos 4 minutos, aconteceu com uma jogada eficaz de ponta. Com uma desvantagem de 1-5, a lateral direita, Ana Gros, conseguiu um livre de sete metros, atenuando a desvantagem para as estreantes. Aos oito minutos o jogo parou para o primeiro time-out pedido por Laurent Bezeau, depois da sua formação fazer passos e perder o ataque, seguido por uma concretização com sucesso do Vipers. Pop-Lazic, a pivot francesa que ontem fez uma exibição de mérito, conseguiu o 4º golo da formação do Brest.

Um erro defensivo aos 10 minutos, levou a número 3 do Vipers, Emilie Arntzen, a uma suspensão de 2 minutos, convertido em golo de 7 metros com assinatura da eslovena Ana Gros. Pop-lazic, do Brest, voltou a brilhar depois de uma recuperação de bola defendida de forma brilhante por Katrine Lunde, obviamente desanimada pela falta de ajuda na primeira linha de defesa, que podia ter evitado este golo e um resultado mais equilibrado nesse tempo (7-9). As norueguesas receberam mais um dois minutos, o que significou mais um sete metros e, logo a seguir, Niakate chegou ao empate, levando Ole Gustav a pedir um time-out. 

Aos 15 minutos, primeira suspensão para o Brest e o primeira grande momento fez ecoar o pavilhão com uma simulação seguida de golo para o Vipers, protagonizado por Nora Mork. Aos 21 minutos e uma vantagem mais folgada, a guarda-redes conseguiu manter essa vantagem de três golos (11-14) com uma defesa indiscutível.

Aos 23 minutos, dois passes perdidos por cada uma das equipas permitiram-nos recuperar o fôlego, seguido de um golo em apoio pela sueca Isabelle Gulldén (a única jogadora do Brest com experiência nesta competição). Perto do intervalo, três defesas irrepreensíveis e sucessivas de Lunde mantiveram o resultado nos 12-17, apoiado por uma defesa na 6-0 não só muito fechada, como também, em alguns momentos, bastante individual.

Com público nas bancadas, aos 28 minutos ouvem-se os protestos com o cartão amarelo mostrado ao treinador do Vipers, favorito nesta final. As equipas foram para intervalo com um resultado de 14-18, depois de um golo em apoio de Ana Gros. 

Vipers vencem Brest e sagram-se campeãs europeias

Segunda parte

10 minutos de intervalo e duas equipas inspiradas a entrar nesta segunda parte: Niakate inaugura não só o marcador do Brest como também o dela. Aos 4 minutos, dois golos seguidos em menos de um minuto marcam o 15-22 na tabela e o primeiro time-out da segunda parte, um pedido urgente francês após esta dilatação na vantagem.

No cenário das coisas pouco habituais, um livre de sete metros falhado por Jaukovic com recuperação de bola e falta norueguesa, valeu à equipa do Brest novo livre de sete metros, convertido em golo, não pela número 23 novamente, mas sim pela eficácia de Ana Gros, que somou por esta altura o quarto golo. Contra-ataque e novo golo do Vipers, o ataque seguido do Brest converteu-se novamente em sete metros, marcado pela já habitual número 6. Aos oito minutos e sem conseguir fazer hat trick, Ana Gros voltou a defrontar Lunde para sete metros, mas foi ao poste. 

Central à defesa, mas ponta esquerda no ataque, Coralie Lassource marca o 18º golo da formação da Bretanha. Reistad, do lado norueguês e com apenas 22 anos, a número 25 marcou o golo homónimo e aos 13 minutos o painel aponta para uma vantagem folgada de sete golos. O Brest agitou o painel com uma defesa de Darleux, um golo bem executado de Foppa e outro ataque rápido convertido em golo.

Mesmo assim, entram no último quarto de hora com um desvantagem de 21-26, e um cansaço visível com uma desordem de jogo maior face às congéneres. O 22º golo do Brest foi uma jogada habitual entre Gros e Gulldén. A 10 minutos do final do jogo denota-se uma equipa francesa cansada e com alguma falta de resiliência para continuar a luta, levando como vantagem algumas faltas convertidas em penalidades de sete metros, ao invés das rivais que conseguem marcar dos 9 e 10 metros, com suspensões de absoluta confiança e eficácia. No último minuto de jogo, as norueguesas já festejam no banco e Lunde chora na baliza.

Da parte da Noruega, os destaques vão para a guarda-redes Lunde e para Reistad, que marcou 12 golos. O Vipers mostrou-se uma equipa mais equilibrada e acertada nas decisões, com uma boa eficácia notável, ainda que algumas faltas na defesa se tenham convertidos em sete metros pelas rivais. Para o Brest, enaltece-se a prestação de Ana Gros especialmente nas conversões de faltas (oito golos no total), mas a formação de Bezeau esteve mais apagava, cometendo mais erros e ficando sem hipóteses de passe alguns momentos. Essas falhas também se reveleram no ataque, com passes precipitados e uma atitude mais passiva durante a partida, especialmente a partir da segunda metade do encontro.

Após o apito final e visivelmente alegra pelo triunfo, Ragnhild Valle Dahl, lateral-esquerda norueguesa do Vipers, que apontou tês golos na final, afirmou que a equipa não conseguia acreditar no que acabara de acontecer:

O início da tarde, esse, ficou marcado pela disputa entre os 3º e 4º lugares, num jogo arbitrado pela dupla grega Ioanna Christidi e Ioanna Papamattheou. No pódio, ficou a equipa a jogar em casa, o Győri Audi da Hungria, que bateu a equipa russa do CSKA por um estrondoso 32-21. Termina assim esta DELO EHF Final 4 com o Vipers em 1º lugar e o Brest em 2º.

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Ana Guedes