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Veszprém 26-31 PSG: Prémio de consolação

Veszprém 26-31 PSG: Prémio de consolação

Paris Saint-Germain e Telekom Veszprém encontraram-se no jogo que nenhuma equipa que jogar: o encontro do 3º e 4º lugar da Final4 da EHF Champions League.

Depois de ter jogado a segunda meia-final e ter disputado o prolongamento, o Veszprém entrava para este jogo com algum défice físico tendo em conta a diferença entre os dois jogos – apenas 22 horas. Tal como Kentin Mahe afirmou em conferência de imprensa no final desta partida à questão colocada pela 7Metros:

“Foi um jogo muito estranho. Acontecem coisas malucas aqui na Final4. Se retirarmos a desvantagem ao intervalo, liderámos a segunda parte por nove de diferença, mas no final faltou-nos oxigénio”

No entanto, quem apenas visse o início do encontro, acharia que teria sido ao contrário.

Os húngaros entraram fortes, e depressa chegaram a um parcial de 3-0. O PSG conseguiu responder, e com o passar dos minutos começou a ganhar intensidade, tanto no plano ofensivo, como defensivo. De 6-3 aos 11 minutos de jogo, os parisienses conseguiram um parcial de 1-6, chegando aos dois golos de vantagem quando o encontro entrava para os dez minutos finais da primeira parte.

O Veszprém ia demonstrando alguma dificuldade para ultrapassar a defesa 5:1 dos campeões franceses, e não viu a diferença aumentar graças a uma grande exibição por parte do guardião espanhol, Rodrigo Corrales, que, ao defender dois livres de sete metros rematados por Mikkel Hansen, manteve a sua equipa em jogo.

Ao intervalo o marcador assinalava uma vantagem “visitante” de três golos, 11-14.

Veszprém 26-31 PSG: Prémio de consolação

O segundo tempo iniciou-se e desta feita foi o PSG que entrou forte, aumentando a sua vantagem para quatro golos. Com Elohim Prandi em dia sim – fora um dos piores elementos dos franceses na meia-final – os comandados de Raul Gonzalez foram capazes de manter o nível.

Ofensivamente, o Veszprém teve muitas dificuldades em incomodar a defesa adversária. O seu ataque organizado não conseguia abrir espaços na defesa 5:1 do PSG, e Mate Lekai era obrigado a assumir destaque, apostando em jogadas individuais.

Até ao final, David Davis pedia aos seus atletas para lutarem e não cometerem erros infantis, e o guarda-redes Vladimir Cupara ia mantendo a equipa em jogo, mas não foi suficiente, e o PSG conseguiu o terceiro lugar.

No final da partida, Mikkel Hansen afirmou à 7Metros que a equipa estava desapontada, mas estava contente pela forma como se apresentaram.

“Estamos desapontados, mas acho que foi bom ver que não jogámos com a cabeça em baixo e tentámos jogar bem. Todos sabemos que esta competição é difícil mentalmente, mas acho que jogámos bem como grupo e podemos usar esta competição como exemplo para o futuro.”

Em conferência de imprensa, a 7Metros perguntou ao técnico vencedor, Raul Gonzalez, quais as dificuldades de motivar os atletas para um encontro desta natureza:

“É difícil. Quando perdes o primeiro jogo, é difícil jogares o segundo, mas para nós era importante terminarmos em terceiro lugar. Conseguimos e talvez tenha sido essa a motivação que precisámos para podermos vencer este jogo.”

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Leonardo Bordonhos

Membro da equipa desde 2018, o Leonardo concilia as posições de Diretor de Redação e Redes Sociais da 7Metros. Ganhou o gosto pelo andebol quando começou a praticar a modalidade no Almada AC, e desde então procura fazer crescer o desporto em Portugal. Licenciado e Mestre em jornalismo desportivo, podem acompanhá-lo no Twitter: @leo_bordonhos