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M20 EHF Euro: Segunda metade da classificação ficou definida

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O penúltimo dia do M20 EHF Euro 2022 foi dedicado à luta pelas classificações entre a 9.ª e a 16.ª posição, com as equipas que não se apuraram para a Main Round da prova.

escrito por João Perfeito e David Braga

Eslovénia vence Ilhas Faroé, que fecham top-10 do Europeu

A Eslovénia derrotou as Ilhas Faroé por 28-25  e assegurou o 9º lugar neste europeu. A formação das Ilhas Faroé com esta derrota fecham o top-10 deste europeu. Recorde-se que já na fase de grupos a Eslovénia tinha vencido por 28-27  as Ilhas Faroé.

Num jogo em que o apuramento para o Mundial já estava assegurado para ambos os conjuntos, a Eslovénia entrou demasiado passiva e aos 11 minutos já perdia por 7-3. Contudo a formação faroense nos seguintes 19 minutos até ao intervalo apenas por quatro vezes alvejou com sucesso a baliza contrária, o que permitiu que a formação balcânica fizesse a reviravolta e saísse para os balneários a vencer por 12-11.

Na etapa complementar, cinco golos dos eslovenos em seis minutos permitiram dilatar o marcador para 17-13. O conjunto balcânico não abrandou o ritmo e conseguiu aos 47 minutos ter sete golos de vantagem (23-16). As Ilhas Faroé o máximo que conseguiram foi conseguir diminuir a diferença para três golos, permitindo aos eslovenos fecharem o jogo por 28-25.

Por parte do conjunto esloveno Vid Miklavec com sete golos em 14 remates foi o melhor marcador da equipa. Os 22% de eficácia dos guarda-redes e os oito golos em 21 tentativas aos nove metros não comprometeram a vitória. Aos seis metros a equipa marcou 14 golos em 18 tentativas e só permitiu 42 remates ao adversário, indicadores suficientes para vencer.

Do lado das Ilhas Faroé, Elias Ellefsen á Skipagøtu  esteve mais uma vez ausente. Nos três jogos que não jogou neste europeu a equipa perdeu, e nos quatro que jogou venceu sempre. Fica a incógnita até onde poderia chegar às Ilhas Faroé com Elias na máxima força. 

Bogi Hansen com cinco golos em seis remates e Selvindi com cinco em nove foram os melhores marcadores da equipa. Aos seis metros a equipa marcou apenas 12 golos em 18 remates, valor insuficiente uma vez que aos nove metros apesar da boa eficácia só conseguiram sete golos em 15 remates. Os cinco golos nas pontas e os 30% de eficácia do seu guarda-redes Lacok, superior ao seu colega de posição esloveno foram insuficientes para evitar a derrota, uma vez que a equipa só rematou por 42 vezes!

Intensidade nórdica derruba criatividade italiana

O jogo que definia o 11º lugar do Campeonato da Europa apurava a última vaga de qualificação direta para o Campeonato do Mundo de 2023. A Islândia, medalha de bronze em 1993, venceu por 45-34  a Itália e garantiu o passaporte para o Mundial. 

Com a derrota, a Itália vê-se obrigada, em Janeiro de 2023, a discutir a ronda de qualificação europeia que apura os dois últimos conjuntos europeus. A formação transalpina tenta regressar ao maior certame do andebol jovem mundial, da qual se vê afastada desde 1985 , ano em que sediou a prova.

A Islândia não tremeu face ao enorme favoritismo e responsabilidade que tinha neste jogo. Os jovens insulares entraram a todo o gás, fazendo lembrar as equipas seniores do seu país, que faziam da intensidade a pedra basilar do seu jogo. Nos últimos 11 minutos a equipa italiana apenas marcou um golo, o que permitiu que o conjunto nórdico aumentasse a diferença para os 23-15, com que se findou o primeiro tempo.

No regresso dos balneários a Islândia voltou a entrar de forma avassaladora com 11 golos em 10 minutos, que lhe permitiu cavar um fosso de 14 golos (34-20). Nos últimos 10 minutos os islandeses tiraram o pé do acelerador, o que permitiu à Itália reduzir para 45-34

Apesar de ter marcado apenas um golo na ponta em quatro tentativas e duas de livre de sete metros, a Islândia teve uma eficácia de 94% aos seis metros com 33 golos em 35 remates. Óskarsson, com oito golos em 10 tentativas, foi o artilheiro de serviço. O conjunto nórdico com as 45 bolas introduzidas na baliza do adversário e uma extraordinária eficácia de 71%, tornou-se no conjunto que mais golos conseguiu marcar num jogo neste europeu.

Do lado italiano, embora a velocidade combinativa dos seus jovens tenha permitido uns extraordinários 10 golos nas pontas em 10 remates, a equipa concretizou menos de metade dos golos aos seis metros que o adversário (14/22) e nos nove metros com oito golos em 21 tentativas teve uma eficácia que não lhe permitiu aproximar do adversário. Paul Wierer com oito golos em oito remates na ponta foi o melhor marcador por parte dos italianos.

Polónia chega ao 13.º lugar no shootout

As equipas entraram em campo possuindo percursos diferentes neste Europeu sub-20: a Polónia registava duas vitórias e quatro derrotas; a Croácia foi a jogo já com duas vitórias, um empate, no Intermediate Round, e três derrotas.

Ambas as equipas entraram bem no encontro, com o marcador a não registar grandes diferenças. A partir de os nove minutos, a Croácia conseguiu lançar-se no marcador, passando a vencer por quatro golos, a sua maior vantagem de todo o confronto. Os croatas mantiveram-se na liderança do jogo durante praticamente toda a primeira parte. Nos últimos segundos antes da paragem, Marcel Nowak, ponta direita polaco, conseguiu marcar um golo que colocou o resultado nos 13-13.

A segunda parte demonstrou ainda mais paridade nas exibições das duas equipas, com a diferença a nunca ultrapassar os três golos e a ser respondida pelo adversário. Os polacos e os croatas continuaram lado a lado na discussão do jogo, chegando ao último minuto num empate a vinte e nove golos. Nos momentos finais, ambas as equipas perderam oportunidades de conquistar a vitória, com a Polónia a perder a posse de bola num mau passe e a Croácia a falhar um remate já pressionados pela eminência de jogo passivo. Assim, a decisão do 13º classificado ficou adiada para o desempate por shootouts.

O MVP da partida para o conjunto polaco, Jakub Alaj, conseguiu defender dois livres de sete metros e lançar a sua equipa para a vitória, após terem convertido todos os seus remates neste desempate. A prestação de Petar Lulic, com seis tentos, não foi suficiente para a Croácia alcançar o 13º lugar, que acabou por ser conquistado pela Polónia, companheira de grupo de Portugal na ronda preliminar.

Noruega evita 16.º lugar

Ambas as equipas entraram bem no encontro, com o marcador a não registar grandes diferenças. A partir de os nove minutos, a Croácia conseguiu lançar-se no marcador, passando a vencer por quatro golos, a sua maior vantagem de todo o confronto. Os croatas mantiveram-se na liderança do jogo durante praticamente toda a primeira parte. Nos últimos segundos antes da paragem, Marcel Nowak, ponta direita polaco, conseguiu marcar um golo que colocou o resultado nos 13-13. 

A segunda parte demonstrou ainda mais paridade nas exibições das duas equipas, com a diferença a nunca ultrapassar os três golos e a ser respondida pelo adversário. Os polacos e os croatas continuaram lado a lado na discussão do jogo, chegando ao último minuto num empate a vinte e nove golos. Nos momentos finais, ambas as equipas perderam oportunidades de conquistar a vitória, com a Polónia a perder a posse de bola num mau passe e a Croácia a falhar um remate já pressionados pela eminência de jogo passivo. Assim, a decisão do 13º classificado ficou adiada para o desempate por shootouts. 

O MVP da partida para o conjunto polaco, Jakub Alaj, conseguiu defender dois livres de sete metros e lançar a sua equipa para a vitória, após terem convertido todos os seus remates neste desempate. A prestação de Petar Lulic, com seis tentos, não foi suficiente para a Croácia alcançar o 13º lugar, que acabou por ser conquistado pela Polónia, companheira de grupo de Portugal na ronda preliminar.

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Leonardo Bordonhos

Membro da equipa desde 2018, o Leonardo concilia as posições de Diretor de Redação e Redes Sociais da 7Metros. Ganhou o gosto pelo andebol quando começou a praticar a modalidade no Almada AC, e desde então procura fazer crescer o desporto em Portugal. Licenciado e Mestre em jornalismo desportivo, podem acompanhá-lo no Twitter: @leo_bordonhos