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M20 EHF Euro: Meias-finais definidas com emoção à mistura

Uma semana depois do início da competição, o M20 EHF Euro 2022 está cada vez mais próximo do fim. Com a realização dos últimos jogos da Main e Intermediate Rounds, as meias-finais da prova ficaram definidas, bem como os diferentes jogos de classificação da 5.ª à 16.ª posição.

escrito por João Perfeito e Diogo Gonçalves

Main Round

Grupo 1

Ao contrário de Portugal, que carimbara o apuramento para as meias-finais no primeiro jogo e por isso aproveitou a segunda partida da Main Round do M20 EHF Euro para rodar a equipa, a seleção espanhola precisava do triunfo para seguir em frente, o que acabou por acontecer.

Hungria leva a melhor e celebra primeiro triunfo nesta fase

M20 EHF Euro: Meias-finais definidas com emoção à mistura
Foto: Federação de Andebol de Portugal

Num embate sem grande história fruto das alterações promovidas pelo selecionador nacional português com vista a recuperar alguns atletas para o embate das meias-finais, contra a Sérvia, Portugal acabou derrotado.

A formação magiar desde cedo e impôs o seu jogo e mostrou que pretendia conquistar a vitória, tornando-se assim a primeira pessoa a vencer Portugal no M20 EHF Euro 2022.

O resultado final foi uma vitória confortável por parte do conjunto húngaro por 33-30, que conseguiu os seus primeiros pontos na Main Round.  

Espanha segue o exemplo luso e é semifinalista

Foto: Federação de Andebol de Portugal

O início do jogo confirmou os prognósticos da partida, um embate entre duas equipas que discutiam fortemente o resultado. Ao longo da primeira parte o marcador viu várias alterações e, aos 11 minutos, a Dinamarca vencia por quatro golos, vantagem essa que foi rapidamente anulada pelos espanhóis, que passaram para a frenteaos 20 minutos de jogo.

Ao intervalo a Espanha vencia por três (17-20) e, no começo da segunda parte, alargou a diferença para cinco golos. Contudo, a equipa nórdica conseguiu reduzir a desvantagem para dois golos ao aumentar a sua intensidade e eficácia.

Nos últimos dez minutos de jogo os espanhóis foram, lentamente, alargando a distância no marcador, chegando à diferença final de seis golos que ficou espelhada no marcador,

A EHF elegeu Julen Múgica Santiago como melhor jogador do conjunto espanhol, após ter colocado sete bolas nas redes dinamarquesas. Com os seus nove golos, Thomas Arnoldsen foi destacado como MVP da Dinamarca

Grupo 2

No jogo decisivo do grupo M2, em que se iria saber quem acompanharia a Sérvia rumo às meias-finais, a Suécia precisava de vencer a Alemanha para se apurar, ao passo que os germânicos podiam empatar. Um triunfo por 29-25 selou a qualificação da formação escandinava para as meias-finais. A Sérvia, mesmo perdendo com a França por 38-28, já tinha garantido o primeiro lugar do grupo

Sérvia e Suécia com duas vitórias e quatro pontos ficaram em 1º e 2º lugar do grupo. Alemanha e França, com uma vitória e dois pontos, ficaram na 3ª e 4ª posição, respectivamente.

A Suécia enfrenta Portugal nas meias-finais, enquanto a Sérvia joga com a Espanha. Na luta pelo 5º lugar a Dinamarca mede forças com a França e a Hungria enfrenta a Alemanha.

França chega ao primeiro triunfo na Main Round

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Foto: Federação de Andebol de Portugal

No primeiro jogo do dia, a seleção gaulesa entrou acutilante no ataque e aos 15 minutos já vencia por 10-8. A vontade da formação francesa de mostrar que tinha valor para chegar às meias-finais fizeram com que não abrandasse o ritmo e que atingisse o intervalo da partida a vencer por 18-13. No reatar do jogo a França voltou a marcar 10 golos no primeiro quarto de hora e a 15 minutos do fim vencia por 28-20. Os últimos 15 minutos foram de parada e resposta e os gauleses terminaram com uma vantagem confortável de 38-28.

Apesar de menos de 50% de eficácia nos nove metros (10/21) e de 23% de defesas dos seus guarda-redes, o conjunto gaulês marcou 20 golos em 28 tentativas aos seis metros. Guéric Vincent, jogador destacado pela EHF no início do torneio com sete golos em oito possibilidades (todas aos seis metros) foi o artilheiro de serviço.

Do lado da formação balcânica, Marko Tasic, Mirko Podunavac e Branko Predovic foram os melhores marcadores com cinco golos. A Sérvia teve números semelhantes aos da França nos seis metros (15 golos em 20 tentativas), nove metros (10 em 19) e eficácia de ataque (62%) mas marcou apenas mais três golos de ponta e totalizou menos 16 (!) remates que a formação gaulesa.

Suécia dá a volta e chega às meias-finas

M20 EHF Euro: Meias-finais definidas com emoção à mistura
Foto: Federação de Andebol de Portugal

O último jogo do grupo começou vivo com um empate 2-2 nos primeiros três minutos. A Suécia voltou a ter um período de blackout como no dia anterior perante a Sérvia e até aos 17 minutos só marcou mais dois golos, pelo que a Alemanha vencia por 8-4.A formação germânica não soube lidar com a vantagem no marcador e permitiu aos escandinavos operarem a cambalhota no marcador no término da primeira parte ao estarem a vencer por 11-10.

Aos 38 minutos a Suécia conseguiu ter três golos de vantagem (16-13). Uma excelente reação da formação germânica permitiu igualar a partida a (16-16) cinco minutos depois. Nos 10 minutos seguintes a Alemanha voltou a não estar acertada na finalização e apenas marcou dois golos, enquanto a formação escandinava disparou para irrecuperáveis 23-18. Os últimos minutos foram equilibrados, pelo que findamos o tempo regulamentar com a vitória da Suécia por 29-25.

Kasper Palmar, com sete golos em 12 remates, foi o melhor marcador do conjunto nórdico, mas o destaque vai para o guardião sueco, Alexander Linden, que terminou o embate com 15 defesas.

Do lado da Alemanha, Stephan Zeith com cinco golos em sete remates foi o artilheiro da equipa. Uma extraordinária eficácia aos seis metros, com 15 golos em 18 tentativas, foi insuficiente para esbater a fortaleza nórdica, uma vez que a equipa teve uma eficácia inferior a 33% nos nove metros (7/23) e apenas marcou um golo em oito tentativas na ponta. Os 25% de eficácia dos seus guarda-redes e uma finalização com uma eficácia inferior a 50% (25/51) foram determinantes para o desfecho.

Intermediate Round

Grupo 1

Ao vencerem a Polónia por 38-32, as Ilhas Faroé garantiram o passaporte para o Campeonato do Mundo sub21 de 2023 . O feito merece especial destaque, uma vez que o conjunto insular tem uma população de apenas 53 mil habitantes e, depois do 16º lugar no Mundial Júnior em 2017 volta a marcar presença no maior certame de andebol jovem do Mundo. A sua grande estrela, Elias Ellefsen á Skipagøtu, esteve ausente em dois jogos que a equipa perdeu, por isso perspetiva-se que em condições normais, estes jovens possam ainda continuar a escrever história no andebol mundial.

A Eslovénia bateu a Noruega por 42-34, num jogo em que nada alterava a classificação do grupo.

Eslovénia, em primeiro com três vitórias e seis pontos, e Ilhas Faroé, em segundo com duas vitórias e quatro pontos, lutarão por um lugar entre o 9º e o 12º lugar e já estão classificadas para o Mundial. A Polónia, em 3º lugar com uma vitória e dois pontos, e a Noruega, em 4º com zero vitórias e zero pontos, lutam pelo 13º lugar, a última vaga europeia.

Triunfo dá Campeonato do Mundo às Ilhas Faroé

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Foto: Federação de Andebol de Portugal

A Polónia começou com um parcial de 4-1 aos cinco minutos, mas apenas quatro golos nos seguintes 16 minutos permitiram à formação das Ilhas Faroé chegar aos 12-8 por volta dos 20 minutos. Com um parcial de 6-3 nos derradeiros 10 minutos da primeira parte as Ilhas Faroé saíram para o intervalo a vencer por esclarecedores 19-11.

Uma boa entrada do conjunto polaco permitiu encurtar a diferença no marcador para 25-19 aos 42 minutos. Até aos 55 minutos os feroeses responderam com um parcial de 11-7 cavando 10 golos de diferença no marcador (36-26). A Polónia ainda marcou seis golos nos últimos três minutos e meio, mas insuficientes para evitar a derrota por 38-32.

Do lado faroense, com Elias Ellefsen á Skipagøtu com apenas quatro golos em 10 tentativas, e Pauli Mittún expulso na entrada dos últimos 15 minutos, foi West Av Teigum, com sete golos em oito tentativas, o melhor marcador. A equipa teve uns extraordinários 72% de eficácia, 24 golos em 33 remates aos seis metros, por 10 jogadores diferentes. Aos nove metros a equipa apenas teve dois rematadores, mas suficiente para, com seis golos em 10 possibilidades, ter uma eficácia superior a 50%. Não foi necessário conquistar nenhum livre de sete metros, até porque conseguiram oito golos pelas pontas.

Do lado polaco, tal como ontem, Wiaderny foi o melhor marcador da equipa, desta vez com sete golos. Apesar de 11 golos entre pontas, livre de sete metros e contra-ataques, a equipa voltou a ter uma eficácia aos nove metros inferior a 33% (6/20), pelo que os 15 golos em 25 remates aos seis metros não foram suficientes para equilibrar o jogo. Os guarda-redes tiveram apenas 15% de eficácia, explicados pelos quase 40 golos do adversário.

Eslovénia garante primeiro lugar do grupo

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Foto: Federação de Andebol de Portugal

O facto do jogo entre Eslovénia e Norueganão poder influenciar as contas do grupo fez com que as equipas se libertassem, pelo que tivemos um início de jogo frenético com um empate a nove bolas no fecho da metade da primeira parte.

Nos oito minutos seguintes a Eslovénia fez um parcial de 8-2 que a colocou a vencer por confortáveis 17-11. Nos últimos sete minutos foram marcados 10 golos, cinco para cada lado, que colocaram o marcador em 22-16 favorável à formação balcânica na ida para os balneários.

No arranque da segunda parte a Eslovénia arrancou melhor e aos 38 minutos já vencia por 27-19. Mas cinco minutos sem fazer qualquer golo permitiram à Noruega responder e colocar a diferença em apenas quatro (27-23) à entrada dos derradeiros 20 minutos. Entre o minuto 40 e 50, nenhuma equipa marcou mais golos que o adversário, pelo que atingimos os últimos 10 minutos com 31-27 no marcador.

A Eslovénia voltou a colocar o pé no acelerador e fechou o jogo com mais 11 golos marcados, vencendo por 42-34, sendo a primeira equipa neste Europeu a marcar mais de 41 golos!

Do lado da formação balcânica, Vid Miklavec, com oito golos em 10 remates, foi o melhor concretizador. A equipa eslovena teve 11 marcadores diferentes, marcou 31 golos em 38 tentativas aos seis metros e ainda oito em 13 remates aos nove metros. Nos outros parâmetros, o conjunto de jovens eslovenos marcou apenas dois golos na ponta e um de contra-ataque, que em nada impediram a equipa de, com 42 golos em 57 remates, atingir a eficácia estratosférica de 74%.

Do lado do conjunto escandinavo os 17% de eficácia dos guarda-redes foram determinantes no desfecho final. Ao contrário dos outros jogos neste europeu a equipa teve muito bem nos nove metros com mais de 50% de eficácia 15 golos em 28 tentativas. Aos seis metros apenas concretizou 11 golos em 16 tentativas e nas pontas voltou a não ser eficaz com cinco golos em 10 remates.

Grupo 2

Islândia volta a vencer e segura segundo lugar 

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Foto: Federação de Andebol de Portugal

A Islândia jogou frente à Croácia, em Gaia, e conseguiu uma vitória inequívoca com uma vantagem de 13 golos (33-20). Fruto deste resultado, os islandeses vão jogar para conseguirem a melhor classificação entre o 13.º lugar e o 16.º.

Os islandeses entraram com o pé no acelerador e conseguiram uma vantagem considerável de sete golos logo nos primeiros seis minutos. Este início de jogo ditou o rumo da partida dado que a Islândia esteve sempre na frente e geriu o jogo à sua maneira.

Ainda assim, os croatas deram luta e não permitiram que os islandeses aumentassem a diferença no marcador. Ao intervalo o resultado era de 16-10, mas na segunda parte repetiu-se o mesmo cenário e em oito minutos a Croácia marcou seis golos, perfazendo um resultado de 21-10. O jogo ficou decidido com o passar dos minutos e a vitória sorriu à Islândia de forma natural.

Os melhores marcadores do jogo foram o islandês, Andri Runarsson, e o croata, Noa Zubac, com seis golos cada.

Itália em grande plano volta a vencer

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Foto: Federação de Andebol de Portugal

A seleção do Montenegro entrou bem na partida, chegando mesmo a estar a vencer por cinco golos, a sua maior vantagem, aos 18 minutos da partida, talvez para surpresa dos adeptos presentes no pavilhão dados os resultados recentes dos dois conjuntos.

Os montenegrinos dominaram quase toda a primeira metade do encontro, encontrando-se na frente até aos 25 minutos, momento no qual a Itália empatou pela primeira vez e consequentemente deu a volta ao resultado

Desde então, e apesar das várias igualdades que se verificaram no marcador ao longo do segundo tempo, a seleção italiana nunca mais esteve em desvantagem no resultado, mostrando os bons pergaminhos apresentados ao longo da prova

Aos 45 minutos os italianos dispararam no marcador e seguiram para uma vitória confortável frente ao conjunto montenegrino que continua sem saber o sabor da vitória e que irá lutar pela melhor classificação possível entre as 13.ª e a 16.ª posição.

Tommaso De Angelis, ponta esquerda italiano, foi eleito o melhor jogador da sua equipa na partida ao apontar oito golos, tantos quanto o seu colega, Thomas Bortoli. No lado montenegrino o destaque vai para Arsenije Dragasevic, lateral esquerdo, que também apontou oito remates certeiros

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Leonardo Bordonhos

Membro da equipa desde 2018, o Leonardo concilia as posições de Diretor de Redação e Redes Sociais da 7Metros. Ganhou o gosto pelo andebol quando começou a praticar a modalidade no Almada AC, e desde então procura fazer crescer o desporto em Portugal. Licenciado e Mestre em jornalismo desportivo, podem acompanhá-lo no Twitter: @leo_bordonhos