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M20 EHF Euro: Main Round definida

M20 EHF Euro: Main Round definida
Foto: Federação de Andebol de Portugal

O último dia da fase preliminar viu ficarem definidos os grupos finais da Main Round e também as formações que vão disputar a fase intermédia.

escrito por João Perfeito e Diogo Rodrigues

Portugal vence grupo com jogo “de loucos”

Na derradeira jornada do grupo A, Portugal venceu a Espanha por 36-35   enquanto a Polónia derrotou a Noruega por 32-26 . Portugal com três vitórias em três jogos totalizou seis pontos e avançou com pontos para a fase principal. A formação espanhola, com duas vitórias e quatro pontos, ficou em 2º lugar mas transitou para a fase principal sem pontuar. A Polónia com uma vitória e dois pontos iniciará a fase intermédia com dois pontos, ao passo que a Noruega que perdeu todos os jogos e não pontuou iniciará a luta pelo apuramento para o Mundial sub21 de 2023 com zero.

Polónia fecha na terceira posição

No jogo que decidia o 3º lugar do Grupo A, a Polónia entrou melhor e aos 15 minutos já vencia por 8-5. A Noruega só marcou três golos nos seguintes 10 minutos, pelo que não foi capaz de evitar que a Polónia saísse para o intervalo com  cinco de vantagem (15-10).

No derradeiro período a Polónia com um parcial de 9-6, cavou oito golos de diferença no marcador (24-16). A Noruega com três golos nos últimos quatro minutos reduziu para os 32-26 com que terminou a partida.

Koznik, com seis golos, foi o artilheiro da formação polaca. Destaca-se os 16 golos em 17 tentativas aos seis metros que apesar dos 50% de eficácia nas pontas (6 em 12) não comprometeram a vitória tranquila. O guarda-redes Pozniak, com 42% de eficácia, foi determinante para conter a réplica nórdica.

Do lado escandinavo os sete golos de Stankiewicz e os 17 golos em 25 tentativas aos seis metros, foram insuficientes para oferecer oposição à congénere polaca. A equipa totalizou apenas 14% de golos aos nove metros, dois em 14 tentativas, completamente contrastante com a formação sénior que especialmente por Reikind e Sagosen consegue quase sempre bons indicadores nesta estatística. Os seus guarda-redes com 9% de eficácia em apenas quatro defesas, contribuíram também de forma decisiva para o desaire norueguês.

Magiares terminam sonho faroense no Grupo B

A Hungria apurou-se para a fase principal ao vencer de forma avassaladora as Ilhas Faroé por 40-21. A Dinamarca acompanhou a formação magiar ao eliminar a campeã europeia, Eslovénia por 34-27. Dinamarca e Hungria finalizaram as contas do grupo no 1º e 2º lugar respectivamente, com duas vitórias e quatro pontos, sendo que o conjunto nórdico transporta dois pontos para a fase seguinte enquanto os magiares transitam sem pontuar. Eslovénia em e Ilhas Faroé em 4º, ambos com uma vitória e dois pontos, lutam agora por um lugar entre os 13 primeiros, que dá acesso ao Mundial sub21 que terá lugar em 2023 na Alemanha e na Grécia. A Eslovénia iniciará a 2ª fase deste europeu com dois pontos enquanto as Ilhas Faroé começam sem pontos.

No grupo B, primeiro jogo do dia entre Hungria e Ilhas Faroé, assistimos a um equilíbrio até aos seis minutos, altura em que se registou uma igualdade a quatro golos. Depois o conjunto faroense esteve 11 minutos sem marcar e a formação magiar aproveitou para criar uma vantagem de sete golos (12-5). Mesmo reduzindo um pouco o caudal ofensivo o conjunto húngaro face à ineficácia das ilhas Faroé foi para o intervalo a vencer confortavelmente por 18-8.

No regresso dos balneários a Hungria continuou a mostrar todo o seu poderio ofensivo e por volta dos 40 minutos já tinha o dobro dos golos do adversário (26-13). As Ilhas Faroé ainda conseguiram marcar seis golos nos seguintes 10 minutos colocando a diferença em (33-19). Mas apenas dois golos nos derradeiros 10 minutos fizeram com que a Hungria terminasse quase com o dobro dos seus golos (40-21).

Do lado magiar Tamás Jánosi com seis golos em sete tentativas foi o melhor marcador do encontro. A equipa húngara teve 11 diferentes jogadores a concretizar golos. Destaca-se a estratosférica eficácia de 95% aos seis metros com 21 golos em 22 remates e os oito golos das pontas e aos nove metros. As cinco exclusões, tal como nos jogos anteriores, demonstraram bem a agressividade defensiva da equipa que completada como os 37% de eficácia dos dois guarda-redes permitiu concretizar esta vitória folgada.

Do lado faroense, privados da sua maior estrela, Elias Ellefsen á Skipagøtu que, com problemas no joelho direito, não pode alinhar  não tiveram o mínimo antídoto para contrariar a oposição magiar. Roi Ellefsen á Skipagøtu, com cinco golos, foi o melhor marcador da equipa. Com uma eficácia aos seis metros inferior a 50%, sete golos em 16 tentativas e apenas 11% de eficácia dos seus guarda-redes não tiveram argumentos para discutir o jogo.

Dinamarca afasta campeões europeus

No fecho do grupo B a Dinamarca entrou melhor e aos 10 minutos estava a vencer por 6-4. Um parcial de 4-0 entre os 14 e 17 minutos permitiu que aumentassem a diferença para quatro bolas (10-6). Apesar da reação balcânica que ainda igualaria a partida a 12 golos aos 24 minutos, a Dinamarca saiu para o intervalo a vencer por 17-15.

Na etapa complementar registou-se um equilíbrio nos primeiros 15 minutos pelo que o conjunto nórdico vencia por 26-23. A formação balcânica apenas marcou um golo nos últimos 10 minutos, pelo que a Dinamarca aumentou a diferença, vencendo por confortáveis 34-27.

Do lado dinamarquês, Arnoldsen pela 3ª vez foi o melhor marcador da equipa, com uns extraordinários 80% de eficácia provenientes de oito golos em 10 tentativas, somando ainda seis assistências. A equipa teve 11 jogadores a marcarem golos e 13 golos em 15 tentativas aos seis metros. A eficácia de 100% nas pontas, seis em seis, aliada aos 11 golos em 21 remates aos nove metros, que deram uma eficácia rara neste europeu superior a 50% neste parâmetro, explicam os 74% de eficácia globais da equipa com 34 golos em apenas 46 remates.A formação eslovena teve em Nik Cirovic com oito golos em 13 remates e quatro assistências a sua maior figura. Apesar dos 13 golos em 15 remates aos seis metros, a equipa apenas registou 25% de eficácia nos nove metros, muito explicado por apenas um golo em sete tentativas da sua grande estrela, Mitja Janc . Os seus guarda-redes fizeram apenas cinco defesas e tiveram 12% de eficácia, números que explicam bem a diferença no resultado final.

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Leonardo Bordonhos

Membro da equipa desde 2018, o Leonardo concilia as posições de Diretor de Redação e Redes Sociais da 7Metros. Ganhou o gosto pelo andebol quando começou a praticar a modalidade no Almada AC, e desde então procura fazer crescer o desporto em Portugal. Licenciado e Mestre em jornalismo desportivo, podem acompanhá-lo no Twitter: @leo_bordonhos