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Alemanha 34-23 Portugal: Nação valente falha apuramento para o Mundial

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Foi um momento histórico e um carimbo na página da seleção feminina nacional: pela primeira vez, a equipa chegou aos play-offs do Campeonato Mundial de Andebol, mas falhou o apuramento, depois da duas derrotas frente à congénere Alemã: a de hoje em Hamm, por 34-23, e a da 1.ª mão, a 17 de Abril no Pavilhão do Luso, por 27-32.

escrito por Ana Guedes

A equipa de Ulisses Pereira começou o jogo à defesa, com o sete inicial praticamente igual ao da 1.ª mão e a somar logo duas (grandes) primeiras defesas de Isabel Góis, que teve um desempenho notável durante a partida. Aos 4 minutos, o 2-0 do marcador fazia evidenciar oportunidades desperdiçadas da armada lusa, com más receções e falhas técnicas individuais. Mesmo com uma tática de 7-6, o ataque nacional revelou-se vulnerável e, na defesa, os espaços vazios nas pontas permitiram uma eficácia de remate surpreendente. Aos 11 minutos, Portugal igualou o marcador, liderando-o pela diferença máxima de dois golos até aos 16 minutos. 

Este resultado favorável criou mais concentração na equipa portuguesa, com remates eficazes e desmarcações que permitiram finalizações com êxito. O primeiro time-out foi pedido por Portugal aos 17 minutos, enaltecendo a atenção redobrada às pivots e alterações ao ataque. Este interregno permitiu que as portuguesas permanecessem equilibradas face às adversárias, numa luta permanente por ataques bem organizados.

Alemanha 34-23 Portugal: Nação valente falha apuramento para o Mundial

Portugal foi para intervalo a perder por 15-11, somando três exclusões, ao passo que a Alemanha teve menos uma. A segunda parte recomeçou sem guarda-redes lusa, com uma das jogadoras ainda excluída, mas o ataque mostrou-se eficaz, num remate explosivo de Beatriz Sousa a inaugurar o marcador. As germânicas continuaram a apostar em ações ofensivas rápidas e num jogo de ponta permanente, com passes a partir da central. Aos 10 minutos, a seleção de Henk Groener aumentou a vantagem para 23-16, tirando novamente partido da ausência de guarda-redes e de alguns erros de execução, com passes precipitados que resultaram em más finalizações. 

Aos 12 minutos, naquilo que parecia uma estratégia de reorganização, Portugal alternou entre defesas de 5-1 e 6-0 e, no ataque, algumas mudanças de posição, como Maria Pereira a central. O momento, que se esperava de maior foco e garra, acabou por marcar o início de uma vantagem que se viria a dilatar mais ainda. A segunda parte ficou marcada por um desequilíbrio maior, contra uma Alemanha mais consistente em termos de táticas e de resistência física. 

A partida teve arbitragem da dupla israelita Matan Lindenbaum e Dor Laron, que deixou algumas faltas atacantes e passos por assinalar, mas que foi coesa durante os sessenta minutos – quer para as coisas boas, quer para as más. No geral, um jogo semelhante para as adversárias e que lhes valeu a presença, pela 23.ª vez, nesta competição mundial.

Apesar da ansiedade, a seleção das quinas conseguiu reduzir a desvantagem em alguns momentos, mesmo não permanecendo à altura da favorita alemã de forma homogénea. A partida ficou marcada por pontos fortes tais como alguns passes para a pivot, recuperações de bolas finalizadas em golo e remates surpresa em apoio. Apoio esse que continuará, certamente, no trabalho e na dedicação desta equipa, que tem por lema lutar e fazer acontecer. O sonho do Mundial em Espanha foi anulado, mas o objetivo de, um dia, ser possível fazer parte desta competição, permanece.

(Em atualização)

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Leonardo Bordonhos

Membro da equipa desde 2018, o Leonardo concilia as posições de Diretor de Redação e Redes Sociais da 7Metros. Ganhou o gosto pelo andebol quando começou a praticar a modalidade no Almada AC, e desde então procura fazer crescer o desporto em Portugal. Licenciado e Mestre em jornalismo desportivo, podem acompanhá-lo no Twitter: @leo_bordonhos